Xadrez
Entre um gole na habitual caneca de chopp e as notas que iniciavam a música mais tocada das noites, ele olhou para mim e apenas sorriu levemente. Entendi ser um convite para lhe abordar mas permaneci ali, estática, não queria essa atenção para mim. Como um ímã, meus olhos encontravam os dele e a cada olhar um sorriso saia dos seus lábios e dos meus apenas um suspiro que eu achava ser quase despercebido. Só entendi que não era quando ele terminava o contato rindo nervosamente, como alguém que comprovou a conquista. Por alguma distração o perdi em meio a tantas pessoas desconexas, aleatórias. Pelo menos para mim, não me encontrava em ninguém, na verdade nem estava perdida, não sei porque eu estava com isso na cabeça, bagunçou-me o juízo, acho! Mais um gole, desta vez foi meu e não era um chopp, pedi naquela noite uma dose de licor, apenas uma pequena e intensa dose. Seria apenas isso. Assim que virei o pequeno gole, com as bochechas ainda quentes e ruborizadas pela bebida, senti tocarem ...