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Mostrando postagens com o rótulo sentimentos

Nossa dor não sai no jornal

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Como pode a gente ter certeza de algo e, com o passar das primaveras, com as pequenas e grandes mudanças da vida, tudo torna-se diferente. Lembro que prometi a mim mesma que não deixaria os cabelos brancos afetarem minha percepção de mim mesma, que a rotina não me faria distanciar dos seus abraços e que o hábito de estar perto não me deixaria menos saudosa. Vãs! Sem fundamento, hoje sei; naquela época eram a melodia que me conectava à vida, eram as promessas que me deixavam em pé e faziam mais alegre meu sorriso. Hoje entristece-me saber que fui tão inocente. Não contava com as escolhas que cada um faz. E, claro, as consequências que as acompanham... minhas, suas, nossas! Independente, é a nossa vida que sofre os danos que trazemos à nossa realidade. Veja bem, não romantizo o relacionamento, mas, pensando bem, que mal teria? Sorrir porque se está realmente feliz, cantar porque se está com o peito cheio de música e amar porque se está com o coração cheio de ternura.  Eu sei, seu sei...

Observe

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E que fique registrado que apenas escrevo o que sinto, opino sobre o que penso muito a respeito e tenho sentimentos vários, voláteis, fugazes e por vezes latentes. Falo isso porque esperou de mim uma resposta que eu realmente não sabia como lhe dar. Secamente respondi e deixei no ar, com um olhar blasé, dando a impressão de que ignorei a importância do meu retorno a você. Mas não foi isso... Custa-me deixar-lhe ir. Sim, claro. Gosto de tê-lo aqui, de vê-lo me observar (mesmo achando que não percebo), de acariciar-me apenas com os olhos e de desejar-me com seu corpo inteiro. Mas nada disso pode ser dito, não em voz alta... poderia ser apenas aquele sussurro ao ouvido, bem baixinho, mais como uma confissão proibida, bem proibida. Nem eu nem você podemos deixar isso ir adiante. Nunca deixamos, ainda mais agora. Há tempos isso nos persegue, um sentimento de que nos pertencemos, mas não somos autorizados a continuar e, sério mesmo, não tenho pretensão. Não, nada de amor proibido, por favor ...

Sentindo

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Ainda que nestes dias o sol apareça sinto um ventinho leve, que me fez querer pegar a blusa que você jurou que não iria usar. Além da blusa, providencio uma xícara de café, minha companheira... principalmente quando o tempo teima em passar sem me dar motivo algum para aproveitá-lo. Acho que é isso que pensamos num momento de tédio, deve ser isso apenas. E é nesses momentos também que nos pegamos a refletir sobre bobagens. Como a que me disse ontem sem nem perceber o quanto me atingiu. Era uma conversa distraída, sem segundas intenções mas bateu fundo. Se bem que atinjo-me fácil fácil, é uma das vertentes de ser tão intensa... Mas não me culpo, não me mudo, não acho que o resultado do que sinto seja apenas responsabilidade minha... conversa antiga essa, não? Ela se repete porque há muita verdade nela! Simples! Encho um pouco mais a xícara, vi que as reflexões serão longas e sem a sua companhia... ainda dormindo, parece que nada o atinge, segue a vida sem o menor incômodo....

Não sou descartável

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Tem certos momentos em que fico apenas pensando o quanto as coisas poderiam ser diferentes se, por acaso, minhas escolhas do passado tivessem sido outras. Melhor? Não sei, acho que não. Já me entendi: não costumo lamentar o que já foi, pelo contrário, celebro a passagem por tudo. Só fico pensando se estou, neste momento, a tomar as decisões corretas. Dá uma pontada maior ainda no peito quando vejo que me trata como descartável. A qualquer desavença, opiniões diversas, descontentamento, coloca-se a ir embora como se a solução fosse simplória a este ponto, de apenas abandonar. Foi por isso que tomei a decisão de considerar o que me pediu na última discussão: ‘acho que deveria pensar a respeito de uma separação, eu vou!’ – disse-me. Mantenho distância para que não ‘contamine’ minha reflexão. Não o olho, não lhe dirijo a palavra, prefiro nem dividir o mesmo ambiente que você. O meu sentimento por você pode confundir-me e me cegar para os meus próprios. Não sou descartável, e...

Sobre minhas últimas decisões

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Decidi que não quero mais esperar você achar que tem tempo para me responder a um simples cumprimento, ainda que por mensagem. Num dia inteiro acho bem difícil não ter alguns segundos para me dar o prazer de sorrir por uma lembrança sua. Também já me cansei de ser taxada como chata sem nem ao menos poder argumentar. Até porque acho exagero e, no fim das contas, enxergo como uma qualidade única e intransferível. Já pensou a quantidade de situações pelas quais passamos em que eu acho-o ‘difícil’ e nem por isso determino ser assim a sua personalidade? Não quero também ser sua acompanhante em todos os lugares e ficar de lado, apenas como uma acompanhante mesmo. Com toda certeza sou sua companheira de jornada, de vida, mas a relação é uma via de mão dupla, há de se ter reciprocidade. Resolvi assumir que meu humor depende sim de como meu emocional se encontra e isso não me envergonhará mais. Sou assim, intensa e interligada. Se a chuva vem ela molha tudo e não pinga somente. ...

Não me deixe partir

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Você me encheu de tédio e agora reclama que nossos momentos não são mais como antes. Como pensar em sua companhia se nem mesmo lembro de como é estar com você? Há muitos dias em nossas vidas - que deveriam ser juntas, mas conto a solidão no relógio – e olha que nem ao menos sei ver o tempo analogicamente. Sempre tive em mente que as pessoas dão sinais de tudo: do que pensam, sobre o que sentem, sobre possíveis planejamentos futuros; basta apenas que estejamos abertos e sensíveis à recepção destas percepções. Ninguém faz nada por acaso, as ações falam muito mais do que palavras, imagine então considerar seu silêncio tão presente nestes últimos tempo? Há tempos que me envia claramente sinais de que há coisas acontecendo e que não participo delas por algum motivo, minha tendência é acreditar que não participo porque você simplesmente não quer. E aí mais um questionamento me assombra: por que então permaneço aqui? Retribuir é quase que uma regra nas relações, ainda que ningu...

Ao alcance

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E foram nos dias mais calmos que me vi numa agitação sem tamanho e, o que era pior para mim, sem explicação alguma do motivo pelo qual a calmaria se instalava. Não era momento de mantermos as coisas num ‘morno’ incomum. Se estávamos afundando, por que deixaríamos acontecer sem nem ao menos lutarmos por isso? Após mais uma discussão, apenas me deito na cama esperando os batimentos do meu coração manterem de volta um ritmo mais calmo. Meu semblante não muda... mais. Já não me entristeço como antes e nem me abalo tanto. É bom, acho. Pelo menos não há desespero escancarado. Ainda que deitada e calma, o travesseiro enche-se de lágrimas. Um choro baixo, sem menção de estar por ali, apenas de passagem, como que lavando a consciência. Ou apenas para lembrar o quão humana sou e que meus sentimentos estão mais vívidos do que eu pensava, ou do que você acredita. Pois é, nesta hora me vem à cabeça a insinuação bastante direta que fez ao me apontar uma nítida falta de interesse. Sin...

Tão bom morrer de amor...

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Estava distraída. Era uma normal tarde de quinta-feira, no meio de um verão sufocante. Acabara de finalizar os textos para levar à editoria. Apressada, olhei apenas para o sentido contrário da rua, apenas para atravessá-la na pressa rotineira. Voltei o olhar para a rua quando notei uma figura nada normal. Não era como se eu estivesse de cara apaixonada, longe disso, prometia a mim mesma que alguns sentimentos deveriam ser mais compreendidos antes de explorados experiencialmente.  Lá estava ele. Ascendia um cigarro no momento em que o vi. Jogou os cabelos charmosamente de lado sem tocá-los, ajustou a gola da camisa polo roxa e sorriu de lado, como se soubesse da minha, nada discreta, observação. Bem, balancei a cabeça, como quem quer, à força, colocar ordem às ideias e entrei correndo no prédio. O elevador tinha acabado de chegar e apressei os passos para entrar logo e afundar-me em mais pautas para o final de semana que estava prestes a chegar. Os segundos que demoram at...

E me fiz mãe!

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É incrível como alguns sentimentos são totalmente impossíveis de expressar. Há uma imensidão de palavras que nos ajudam nisso, tentar mostrar nossa humanidade, nossas sensações, mas nisso fiquei realmente sem conseguir encontrar maneiras de expor. Sempre me entendi como ser único. Único no sentido de independente. Gosto dos meus horários, meu caos, minha organização devida, der ser apenas eu... e há muito que não é mais assim, não? Lembro do dia em que a vi pela primeira vez. Estava frio, estávamos no início do inverno, com uma chuvinha fina! Notei, prontamente, o detalhe singular que tinha na pontinha do nariz. Encantou-me. Mal sabia que muitos detalhes me encantariam e eu não saberia, de maneira alguma, explicar tudo isso! A cada toque seu meu ser transcendia desta realidade. Bem sei que eu não tinha psicológico algum para entender toda a necessidade que nossa relação exigia, mas não tinha como voltar atrás e, sinceramente, nem eu queria; a vontade era seguir em frente...

Sem você não hei de ser

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Eu não sei dizer em qual ponto da minha vida comecei a amar você. Pensando hoje parece que este sentimento está em mim há anos, nem consigo imaginar como seria se não a amasse. Meu dia só se inicia quando o primeiro pensamento que me vem à mente é você. Nossa, quando ordeno isso na minha cabeça pareço insano, é como se admitisse uma sobrevivência às suas custas! Ah, eu sinceramente nem ligo, só não quero que você pense assim! Deve ser por isso que me escondo toda vez que se aproxima demais. Temo que me veja e faça novamente aquele pedido. Insiste nisso não? Pare e pense: onde achará alguém tão fascinado por você como eu sou? Tudo bem admito sua beleza extraordinária, seu sendo de humor único, sua inteligência incomparável, seu cheiro inconfundível... Bem, sobre o que eu refletia mesmo? Ah, pois bem, sobre eu ser o cara certo pra você! No dia em que nos encontramos, por acaso – pelo menos é assim que quero que pense – eu senti a conexão. Você viu além de mim, e foi você quem ...

Velhos hábitos

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Acredita que me peguei sonhando com você? Pois é rapaz, com você! Quem um dia imaginaria que isso iria acontecer novamente... Ah, memórias compartilhadas, histórias vividas, situações em comum nos trazem isso, não? Lembrei-me quando o vi pela primeira vez, nunca tinha sentido algo tão forte;  repentinamente caí de amores. Você foi meu melhor amigo, meu amor, quem achei que ficaria em minha vida pra sempre. De repente você se foi, levou apenas a mala velha que estava na garagem, algumas peças de roupa, o fone de ouvidos e a carta que tinha-me escrito. Pois é a carta, fiquei intrigada com isso. Por que a levaria? Será que era uma maneira de mostrar arrependimento pelo que estava escrito? Que queria voltar atrás? Não lhe cobrei nada...Fiquei sem reação, não sabia mais o que fazer diante desta partida inesperada e, não nego, dolorida! Meu coração se apagou, ficou vazio, isso por seu medo de se comprometer. Como disse, nem lhe cobrei nada além de reciprocidade que, ao meu ver...