Postagens

Para você que estava em coma nos últimos dois anos...

Imagem
Para você que estava em coma nos últimos dois anos, perdeu a chance de ver o Botafogo ser campeão carioca, de perceber que beijo heterossexual na novela das oito é o que é estranho hoje e que o Brasil virou um canteiro de obras sem você nem entender quando acabará… Aí vai uma série de ‘news’ que você pode ter perdido também.   ‘Se liga’, muita coisa mudou mas, ‘fica de boa’, você ainda pode se atualizar e ficar ‘in’. Saiba que o que está pegando entre a galera é ‘sensualizar’ com uma dança de cabeça pra baixo, rebolando o quadril em frenéticos movimentos com pausas marcadas. Não entendeu? Joga na net: quadradinho de oito. Ah, pra falar a verdade nem precisa, veja aquele programinha com a filha da garota de Ipanema… ela faz ao vivo, na tv, aberta, acessível às crianças, à tarde… Não é só isso não. Quando casal famoso briga por aí é ‘supercomum’ se vingar fazendo topless. Virou moda depois que uma dessas mulheres frutas aí resolveu tirar a blusa numa boate ‘nos estrangeir...

João 'Perigoso'

Imagem
Ah, há muito que se contar, as histórias são diversas sobre essa ‘figurinha’. Na verdade, sobre o casal, mas, Dona Vera com certeza é um capítulo à parte. Vô Jório antigamente era conhecido como João ‘Perigoso’, fama essa que quase impediu o casamento de vovó. Naqueles tempos moça de família não podia se enrabichar por rapaz ‘soltinho’… Tanto era danado, João ‘Perigoso’ ficou conhecido por um episódio dentro do cinema da cidade. Ele, acompanhado de um amigo (comparsa), assistiam a um filme que retratava a vida de Maria Antonieta, numa das cenas, a dita cuja parava, olhava para trás e seguia novamente. Joãozinho, que não canso de chamar de peralta, terminou sua sessão e pediu ao amigo que continuasse para assistir a outra, com o mesmo filme. Chegada a cena descrita, apareceu Maria Antonieta, João gritou: ‘Maria Antonieta!’, ela (como ele já sabia) olhou para trás, ele continuou sua participação: ‘Não é nada não, pode ir’ e ela seguiu. Essa meninice arrancou risadas de quem es...

É o balançar

Ainda deitada, sonolenta, preguiçosa, abriu os olhos lentamente, incomodada pela luz matinal que teimava em entrar pela janela. A deixavam aberta todas as noites a fim de deixar o quarto mais fresquinho. Antes de pensar em levantar, desligou o alarme do celular – não queria acordá-lo, dormia tão bonito, como alguém que realmente precisava e gostava de um sono, peculiarmente, profundo. Afastou os cabelos curtos dos olhos e conseguiu vê-lo. Sem se mexer, quietinha, observou ainda mais de perto, a ponto de sentir sua respiração. Sorriu, sozinha. Por minutos ficou aqui, sentindo, tudo. Lembrou que tinha que levantar, mais um dia começava, ainda tinha que acordar os demais que saiam no mesmo horário. Não quis. Relaxou o corpo e deixou-se deitar mais uns instantes. Dessa vez o tocou. Passou a mão por sua nuca, delicadamente, não queria mesmo acordá-lo. Deixou a mãe deslizar para as costas, suada, um molhado excitante, adocicada… A luz ainda incomodava, procurou abrigo no cor...

É o balançar

Ainda deitada, sonolenta, preguiçosa, abriu os olhos lentamente, incomodada pela luz matinal que teimava em entrar pela janela. A deixavam aberta todas as noites a fim de deixar o quarto mais fresquinho. Antes de pensar em levantar, desligou o alarme do celular – não queria acordá-lo, dormia tão bonito, como alguém que realmente precisava e gostava de um sono, peculiarmente, profundo. Afastou os cabelos curtos dos olhos e conseguiu vê-lo. Sem se mexer, quietinha, observou ainda mais de perto, a ponto de sentir sua respiração. Sorriu, sozinha. Por minutos ficou aqui, sentindo, tudo. Lembrou que tinha que levantar, mais um dia começava, ainda tinha que acordar os demais que saiam no mesmo horário. Não quis. Relaxou o corpo e deixou-se deitar mais uns instantes. Dessa vez o tocou. Passou a mão por sua nuca, delicadamente, não queria mesmo acordá-lo. Deixou a mãe deslizar para as costas, suada, um molhado excitante, adocicada… A luz ainda incomodava, procurou abrigo no cor...

Este foi o dia em que ela descobriu outros sentidos

Imagem
Enquanto ia e vinha no pequeno balanço de madeira no quintal, observou seus cabelos ao vento no vai e vem que fazia naquele brinquedo. Ora lhe cobriam a face, ora lhe davam liberdade suficiente para ver o sol que, naquela manhã, estava ainda manso. Também se divertia com as pontinhas do sapato que esbarravam na terra ainda molhada do sereno da noite passada. Quando o balanço descia, os pezinhos eram arrastados no chão e isso lhe roubava sorrisos marotos, pequenos, disfarçados. Sozinha ali se deixou apenas balançar. O corpo solto era lançado para frente e para trás conforme o ritmo e velocidade do balanço. Assim ficou por algum tempo. Parou quando sentiu-se enjoada e, a certo modo e também. Novidade são as primeiras balançadas, tiram-lhe suspiros, frios na barriga… já tinha passado à essa altura. Levantou a cabeça devagarinho, cabelos nos olhos ainda. Delicadamente tirou os fios para que enxergasse novamente o sol. Mesmo tão cuidadosa, caiu espantada! Não entendia o que v...

Ah, a cuiabana!

Imagem
Ninguém resistia ao rebolado dela. Moça bonita, despretensiosa e devidamente comprometida. O que não a impedia de ser cobiçada pelos marmanjos, de todas as idades inclusive; desde os pivetes aos mais maduros. Ah, ajudava muito o clima da cidade. Quente, na verdade, conhecida como cidade mais quente de país, o clima de Cuiabá ajudava os observadores das lindas curvas que ela exibia. Com vestidos mais ‘frescos’ sempre deixava à mostra um pouquinho a mais do colo, ou mesmo as estonteantes pernas ou ainda as raras pintas que davam charme às costas da moça. Esta poderia muito bem fazer parte da lista de beldades descritas por Jorge Amado, porém, o escritor não conseguiria nem de perto fazer jus à beleza dela. O melhor de tudo é que a morena não era apenas bela, era ingenuamente sensual. E essa ingenuidade potencializa tudo! Enfim, era quinta, dia de feira na antiga praça no centro cuiabano. Mesmo tão cedo, o calor há muito já tirava o sono dela. Acordada na cama esperava as h...

Nossos encontros calorosos

Imagem
Nossos encontros eram demasiadamente calorosos. Não que eu esteja reclamando, mas é que, justamente por terem essa característica sinto falta às vezes; só às vezes. Você ainda era mais velho e nunca tinha conhecido os prazeres de uma companhia mais íntima.  Eu, mais nova e, com certeza mais experiente. Essa combinação nos deixou sem folego por um bom (muito bom) tempo. Até que nos limitamos a isso. Disso também não reclamo. Sua pele macia e seus lábios que me tocavam suavemente, descobridores, ainda me deixam a imaginar o que poderíamos ter feito se tivéssemos continuado com aquela brincadeira gostosa. Ou mesmo suas palavras sacanas ditas bem ingenuamente ao meu ouvido… Sabia que me deixaria desconcertada! Essas coisas me fazem pensar naqueles dias, ou noites, ou tardes, como tempo que já foi e deixou uma lembrança nostálgica, e sem arrependimentos. Mesmo depois de anos, o reencontro foi ainda mais surpreendente. Descobrimos que suas mãos ainda sabiam o caminho e...