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Ah, a cuiabana!

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Ninguém resistia ao rebolado dela. Moça bonita, despretensiosa e devidamente comprometida. O que não a impedia de ser cobiçada pelos marmanjos, de todas as idades inclusive; desde os pivetes aos mais maduros. Ah, ajudava muito o clima da cidade. Quente, na verdade, conhecida como cidade mais quente de país, o clima de Cuiabá ajudava os observadores das lindas curvas que ela exibia. Com vestidos mais ‘frescos’ sempre deixava à mostra um pouquinho a mais do colo, ou mesmo as estonteantes pernas ou ainda as raras pintas que davam charme às costas da moça. Esta poderia muito bem fazer parte da lista de beldades descritas por Jorge Amado, porém, o escritor não conseguiria nem de perto fazer jus à beleza dela. O melhor de tudo é que a morena não era apenas bela, era ingenuamente sensual. E essa ingenuidade potencializa tudo! Enfim, era quinta, dia de feira na antiga praça no centro cuiabano. Mesmo tão cedo, o calor há muito já tirava o sono dela. Acordada na cama esperava as h...

Nossos encontros calorosos

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Nossos encontros eram demasiadamente calorosos. Não que eu esteja reclamando, mas é que, justamente por terem essa característica sinto falta às vezes; só às vezes. Você ainda era mais velho e nunca tinha conhecido os prazeres de uma companhia mais íntima.  Eu, mais nova e, com certeza mais experiente. Essa combinação nos deixou sem folego por um bom (muito bom) tempo. Até que nos limitamos a isso. Disso também não reclamo. Sua pele macia e seus lábios que me tocavam suavemente, descobridores, ainda me deixam a imaginar o que poderíamos ter feito se tivéssemos continuado com aquela brincadeira gostosa. Ou mesmo suas palavras sacanas ditas bem ingenuamente ao meu ouvido… Sabia que me deixaria desconcertada! Essas coisas me fazem pensar naqueles dias, ou noites, ou tardes, como tempo que já foi e deixou uma lembrança nostálgica, e sem arrependimentos. Mesmo depois de anos, o reencontro foi ainda mais surpreendente. Descobrimos que suas mãos ainda sabiam o caminho e...

Bater o dedo na porta chateia!

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Nada de especial era aquela noite. Apenas mais um passeio, sem muito interesse na programação. Cansada pelo dia exaustivo de trabalho, atendeu ao telefone com uma voz que mostrava esgotamento. “Ok, vamos. Passa aqui já já, só vou tomar banho. Te amo”, disse ela bem desanimada. Ao passo em que se arrumava à espera dele, foi lembrando como dormiu mal na noite passada. Muita dor de cabeça. Tinha medo especificamente de morrer com aneurisma. Pensou muito nisso… quando viu, já estava pronta. Logo que saiu do quarto escutou o ranger do portão já enferrujado. Já que se dispôs a ir, deu um jeito de logo se animar. Foram ao carro, ele com muitas novidades do dia. Pessoas que encontrou no trabalho, vendas que finalizou, planilhas enviadas… Quase não prestava atenção, pensava mesmo era na dor de cabeça que aos poucos voltava irritantemente. Percebendo que ela tinha o olhar vago para fora da janela do carro e não pronunciou nem um comentário, perguntou se tudo estava bem. Suspirou p...

Um dia você vai repensar, vai se arrepender?

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Oi, Não há palavras para descrever o que sinto agora, mas sinceramente tentarei… Eu nunca consegui ser feliz em nenhum relacionamento, todos eles foram mais caprichos meus ou apenas para provar ou desafiar alguém. O meu sentimento por você era diferente, você era alguém por quem eu tinha apenas um interesse (que acompanha todo o resto): a nossa companhia. Estarmos juntos significava algo muito maior pra mim, mais do que passar algum tempo e, infelizmente, achei que para você o sentimento era mútuo. O que sinto é que quanto mais conversamos mais vejo o quanto eu estou enganada, a cada vez que você me aconselha sobre algum defeito ou comportamento inadequado, vejo o quanto sou insignificante. Minhas tentativas de melhorar não são nada comparadas à minha falta de qualidades que, pelo que entendi, vem se perdendo ao longo do tempo que estamos juntos. Você tem razão, tenho problemas com minha aparência sim, mas nunca tive em relação à minha personalidade (por mais que eu ache...

Louca por não ter 'rostolivro'

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Há alguns dias, numa rara noite em que fiquei acordada até mais tarde, assisti à um jornal de tv. Levantei-me do sofá rapidamente, percebendo a hora avançada, e fui em direção da televisão para desliga-la; acordo bem cedo e não me dou o luxo de acompanhar os programas noturnos. Enfim, antes que eu apertasse o botão, parei para escutar uma notícia que realmente chocou o mundo (jargão de jornalista). O apresentador estava falando sobre aquele rapaz americano que, doidamente, entrou no cinema e saiu atirando para tudo quanto é lado sem motivo aparente ( se é que há algum aparente). O âncora começou a notícia mais ou menos assim: ‘esse fato que aconteceu nos EUA nos mostra duas verdades sobre a sociedade americana: uma é que eles têm uma maneira de violência uma vez que o rapaz parecia ser um bom cidadão, estudou em boas escolas, era de família de classe média, não tinha passagens pela policia (diferente dos ‘ladrõezinhos brasileiros – parêntese meu) e a outra é que uma caracter...

O que lhe faz feliz?

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Foi conversando com um amigo muito especial – mais do que eu esperava que ele fosse – é que me convenci de que a ‘minha felicidade’ é mais simples e fácil de conseguir do que eu imaginava. Bom, voltando à simplicidade que é permanecer feliz… na conversa que tivemos sobre conquistas, eu e esse meu ‘boy    friend’ (separado mesmo!), ele me dizia que os planos dele, de conquista, ainda tinham um caminho muito longo e que a felicidade para ele tinha que ser batalhada e, na maioria das vezes, o que ele falava era sobre bens materiais. A maneira como ele me disso isso também me deixou triste. Não só porque sou ‘metida a prepotente’ – um dos meus variados defeitos (oras, ele não é feliz em minha companhia?) – mas porque ele me parecia mesmo muito sofrido ao dizer isso. Eu já pensei assim, uma vez. Tanto que, em nome da tal procura pela felicidade, tumultuei a minha vida e de várias pessoas. Fui atrás de momentos que não precisavam ser perseguidos… e que, no final das conta...

Aparências descuidadas

“Para começo de conversa, fale baixo, detesto escândalos! O seu tom de voz nessa altura me irrita ainda mais. Que eu saiba, nem preciso lhe escutar, afinal, errou e já lhe dei chances de se explicar. Não, nem tente ir por esse caminho, estou fria, esse seu drama sentimental não irá me comover”, disse ela com os cabelos perfeitamente alinhados ao ombro sem nenhum indício de descuido. Era uma dona de casa que nada deixava passar, mãe extremamente enérgica e sistemática, mulher dos sonhos, fazia tudo para agradar ao esposo. Mas, essa perfeição toda era sufocante… Lembro que, na vizinhança foi um alvoroço quando sua filha pintou os cabelos de roxo. Ela não perdeu tempo e foi à farmácia comprar tintura para voltar à cor natural da menina. Você acha que ela deixará pacificamente você pintar de volta?,  perguntou o marido mais consciente. Nem que eu tenha que amarrá-la, dessa forma ela arruína minha imagem como boa mãe!, retrucou ela. Outra cena desastrosa foi quando seu pequ...