A saudade me pegou distraída numa terça-feira chuvosa de maio
Um dia a saudade me pegou totalmente distraída e foi nesse dia que me senti mais acalentada do que há tempos não acontecia. Se eu te disser que ela veio numa tarde de domingo, aquela em que o sol está saindo de cena, deixando uma pintura lírica no céu, com tons de lilás, quase como uma pintura de Van Gogh, eu estaria cometendo uma falácia. Até porque, se assim fosse, ela me pegaria atenta, é um bom dia para se sentir nostálgica. Mas não, ela veio num dia completamente aleatório, era uma terça-feira, segunda semana do mês de maio, com chuva. Acho que foi aí que me pegou: a chuva. Essa tem mesmo uma magia por trás dos seus feitos. Aquele cheirinho subiu, o barulinho que vem a cada tilintar das gotas na calha de casa me fizeram até desconsiderar que nem era tempos de terra molhada. A sensação da brisa leve que veio com a manifestação do céu, trouxe-a: a saudade. Saudade de me sentir sem culpa. Culpa por não estar sendo produtiva como esta era nos impõe, por exemplo. A cada minuto ...