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Nossa dor não sai no jornal

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Como pode a gente ter certeza de algo e, com o passar das primaveras, com as pequenas e grandes mudanças da vida, tudo torna-se diferente. Lembro que prometi a mim mesma que não deixaria os cabelos brancos afetarem minha percepção de mim mesma, que a rotina não me faria distanciar dos seus abraços e que o hábito de estar perto não me deixaria menos saudosa. Vãs! Sem fundamento, hoje sei; naquela época eram a melodia que me conectava à vida, eram as promessas que me deixavam em pé e faziam mais alegre meu sorriso. Hoje entristece-me saber que fui tão inocente. Não contava com as escolhas que cada um faz. E, claro, as consequências que as acompanham... minhas, suas, nossas! Independente, é a nossa vida que sofre os danos que trazemos à nossa realidade. Veja bem, não romantizo o relacionamento, mas, pensando bem, que mal teria? Sorrir porque se está realmente feliz, cantar porque se está com o peito cheio de música e amar porque se está com o coração cheio de ternura.  Eu sei, seu sei...

Meu vício!

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‘ Não sou muito boa em despedidas! ’ Dito isso, permaneci imóvel na cadeira que me acolhia há algum tempo e já me incomodava as pernas encolhidas junto ao corpo, desconfortavelmente. O cigarro na mão já se juntava ao cinzeiro com inúmeros outros, mal acabados, assim como nós. Cinzas ficavam por ali, significando nada mais do que algo que um dia foi e não o é mais. Nem me esforçava para limpar as pequenas sujeiras que ficavam na mesa empoeirada, eram apenas resquícios... Acendi outro, esperançosa pela nova sensação de uma nova tragada, em vão. Só me observava ali, com meu vício, enquanto eu confessava o outro: você mesmo. Entenda, vício! Como algo negativo, não me fez bem e não consigo deixá-lo ir. Quero-o longe. Preciso manter o respeito por mim mesma. Aos prantos só ordeno: Vá! Vá, sem volta. Sem recaídas. Não preciso de mais vergonha e melancolia. Não era incomum esta cena, não? Por isso mesmo que ela devia ter um ato final, este! Que seja este! A cada vez que bateu a ...