Hoje. Comemoro o dia de hoje mais intensamente do que os outros dias. Não meço palavras nem sou tímida em publicações a espalhar que hoje encerra-se um ciclo em minha vida e, com total certeza, inicia-se outro. O melhor de enxergar isso - de saber que é também início - é poder aproveitar os instantes. Aproveitar todas as bênçãos que recebo, energia que emanam e felicitações sinceras que me chegam. Independentemente do número que completo hoje, mais do que entender o tempo que passou, me dou de presente a consciência do que me tornei. A lucidez de uma vida que, estando acompanhada ou sozinha, sei por mim mesma como foi. Em alguns momentos dessa jornada sofri por não entender minha personalidade, envergonhei-me por decisões mal tomadas e perdi a noção de que o tempo passa, realmente! E não voltam mais os segundos gastos de forma efêmera. Por isso, dou-me de presente lembretes do que quero continuar comigo neste novo começo: Há pessoas que irei conhecer e me permito ser eu mesm...
É preciso ter muito claro o que nos move, o que nos deixa reflexivos, o que nos entristece grandemente e o que nos alegra sem medida. Muitos chamam isso de autoconhecimento. Sim, o é... mas acho que vai além. Se conhecer esbarra no que se consegue viver e absorver das experiências que se passa. E isso também está ligado com a convivência, sabe? Consigo, ‘sem sigo’, com outros... Cada momento, seja ele um dia único, um evento, uma flor que cai e você nota ou que seja uma pessoa que lhe chega como uma surpresa gostosa... cada momento tem um significado e saber interpretar pode construir uma vida de viveres! Rasamente parece clichê, ou pior: mais do mesmo... mas o banal realmente é falar disso, a ideia aqui é identificar se está fazendo, praticando. Dançando a vida. Como ela vem, com a melodia que ela coloca. Sabe que temos a escolha de trocar o disco, não? Ah, disco, vai!... além de ser nostálgico, traz um quê de pessoa cult e, além disso, tem um resgate familiar nessa fala. Pense na tri...
A cafeteria estava cheia naquela tarde. Bem, cheia em comparação aos dias anteriores; eu estava ali também nos dias anteriores. Naquela quinta, nem quente nem fria, o cardápio dava destaque aos biscoitinhos de canela assados. Lembro bem disso porque, os tais biscoitinhos estavam saindo do forno. Aroma doce e levemente picante pairou no ar, e foi neste exato momento que escutei o sininho da porta. Sim, é uma cafeteria de bairro, antiga, com seus vitrais mais foscos pelo passar dos anos do que descuido firmado ou limpeza sem frequência. E em sua porta de madeira, além do ranger comum das dobradiças mais antigas do que as xícaras de porcelana branca, ela ainda tinha aquele charmoso e clichê sininho acima da porta, aqueles que marcam a entrada bem-vinda de um novo cliente ou saída que deixa notícias tristes... E naquela quinta, o tilintar do sininho me envolveu com o calor que me chegou doce, da canela, dos biscoitinhos e da sua entrada – avisada – mas sem olhares a notar. A não ser o...
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