Devaneios

Como diferenciamos a perseverança esperançosa da persistência teimosa? Em qualquer situação que vejo a necessidade de insistir um pouco para alcançar o sucesso desejado pode me surgir a dúvida: até onde ir sem parecer idiota pela insistência?

Não é pouco que escuto sobre continuar acreditando, esperar pelos resultados, entender que tudo tem seu tempo mas, não sei até onde seguir. Na verdade acho que sou tão perdida na vida que esta é só uma das situações que me canso de pensar e quase, quase chego numa solução sensata… Bom, mas, falando sobre a tal insistência, ou persistência, ou perseverança… Acho que é tudo a mesma coisa, pelo menos no dicionário são colocados como sinônimos, a diferença, acredito, está na ação em si… daí podemos diferenciá-las como qualidade (persiste até conseguir, pessoa de personalidade, enfim…) ou defeito (cara chato, insiste e não vê que não sai do lugar, vai se tornar frustrado).

Sei lá, depende também do êxito, né? Se você conseguir o que quer é um baita dum persistente, se não conseguiu é taxado como uma pessoa chata e sem noção do seu limite, que perdeu tempo. Na verdade nem penso muito no que possa parecer mas, do que eu sinto sobre a situação em si, achar a hora certa de parar (não desistir).

Seria fácil se tudo tivesse um limite claro a ser ultrapassado, como numa corrida em que o corredor sabe que assim que cruzar a linha se torna vencedor… mas quando se trata de relações, por exemplo, até quando insistir é uma questão clássica. Há os mais românticos que podem responder que o amor não acaba, perdura, tudo aceita pacientemente. Há os egocêntricos que dizem que assim que se sentir prejudicado caia fora. Os céticos não acreditam na troca sentimental e sim na troca carnal, então, enquanto estiverem dormindo juntos está bom! Acho que todos são tão perdidos quanto eu.

Será que tem mesmo que haver um sinal claro de até quando podemos aguentar a situação? Eu disse que acho mais fácil se houvesse mas, onde estaria o mérito de persistente se já soubesse até onde vou para me gerar resultados? Difícil pensar nessas situações… quando se trata de relações e sentimentos não há como aplicar lógica ou racionalidade. A coisa só é…

Acho que só vou pegar em sua mão, sentir o calor que transmite em contato com a minha pele e perceber que há mais do que eu possa julgar como limite, ou como certo e errado.

Ah, e antes que surjam ‘comentariozinhos’, não estou passando por crises amorosas, nem todos os textos são auto biográficos. São devaneios sobre situações que mais gosto de tentar entender…

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