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Madrugadas que passam

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Há muito tempo ela entendeu que a madrugada é para os fortes. Sabe aqueles que não têm medo de refletir sobre a vida nos momentos mais silenciosos do dia? Ou quando os feitos das últimas 24 horas ficam perturbando as ideias, deixando a consciência pesada de um dia que poderia ter sido melhor? Pois bem, ela não tem esse medo. Enfrenta sozinha as madrugadas, a pensar, sobre si, sobre o outro, ou nada... que seja, pensar não é específico. O problema maior é que é neste momento, somente neste, em que está sozinha, é que a saudade apresenta-se em lágrima, uma, só uma, amarga e doída. Saudade do que entende que poderia ser diferente, do que lutou e não conseguiu findar, como uma batalha em que ninguém determinantemente sai perdedor, apenas sem sucesso. Saudade esta que enfraquece o coração e a deixa vulnerável ainda que seja de madrugada. Pensa que pode sempre mostrar mais, declarar mais, fazê-lo sentir mais! Daí os pensamentos rolam soltos. Lembra constantemente do momento em que...